Esta é mais uma das grandes histórias da literatura internacional, escrita com grande mestria. Já tinha lido O Filho de Thor, e como tal não podia deixar de ler a Saga de Sevenwaters, obra que concedeu grande prestígio à autora. É de facto extraordinário o conhecimento das antigas tradições celtas que a autora detém; quando aplicado à sua escrita, só poderia resultar em algo tão fascinante. Narrada na primeira pessoa, apresenta-nos a jornada de Sorcha, a filha de um chefe de clã, através da infância e juventude. Sorcha é pouco mais do que uma criança quando a madrasta, Lady Oonagh, lhe vira a vida do avesso. Mas como filha do senhor de Sevenwaters, ela acaba por encontrar a força necessária para ultrapassar os obstáculos, por mais desesperada que pareça a sua situação. Trata-se de uma narração intensa, que nos traz risos, lágrimas, suspense, bem como uma série de outras emoções e é difícil não sentir empatia por Sorcha, que se remete ao silêncio na sua árdua tarefa para salvar os irmãos do feitiço lançado por Lady Oonagh. Mas esta é também uma história de guerra e de amor, e no fim, os sete irmãos acabam por vencer a feiticeira e recuperar o controlo daquele que sempre foi o seu lar, embora algumas feridas sejam mais difíceis de sarar do que outras.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
A Filha da Floresta, Juliet Marillier
Esta é mais uma das grandes histórias da literatura internacional, escrita com grande mestria. Já tinha lido O Filho de Thor, e como tal não podia deixar de ler a Saga de Sevenwaters, obra que concedeu grande prestígio à autora. É de facto extraordinário o conhecimento das antigas tradições celtas que a autora detém; quando aplicado à sua escrita, só poderia resultar em algo tão fascinante. Narrada na primeira pessoa, apresenta-nos a jornada de Sorcha, a filha de um chefe de clã, através da infância e juventude. Sorcha é pouco mais do que uma criança quando a madrasta, Lady Oonagh, lhe vira a vida do avesso. Mas como filha do senhor de Sevenwaters, ela acaba por encontrar a força necessária para ultrapassar os obstáculos, por mais desesperada que pareça a sua situação. Trata-se de uma narração intensa, que nos traz risos, lágrimas, suspense, bem como uma série de outras emoções e é difícil não sentir empatia por Sorcha, que se remete ao silêncio na sua árdua tarefa para salvar os irmãos do feitiço lançado por Lady Oonagh. Mas esta é também uma história de guerra e de amor, e no fim, os sete irmãos acabam por vencer a feiticeira e recuperar o controlo daquele que sempre foi o seu lar, embora algumas feridas sejam mais difíceis de sarar do que outras.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
A Prenda, Cecelia Ahern
Mais uma vez, Ceclia Ahern traz-nos uma lição, a de agarrar as segundas oportunidades que a vida nos dá, antes que seja tarde demais. Foi o que aconteceu com Lou. Ele apercebeu-se demasiado tarde do quão importante na sua vida a sua família era, gozando uns últimos momentos com eles somente graças à oferta de Gabe. Nesta narrativa, Ahern apresenta-nos um homem que se habituara a viver para o trabalho e cuja ambição "desmedida" o afastou da família e do que realmente importava. Com um estilo próprio de nos fazer questionar a forma como gerimos o nosso tempo e o valor que damos às pessoas que fazem parte da nossa vida, a autora lembra-nos que por mais tarde que seja para voltar atrás, há sempre uma hipótese de fazer as coisas de maneira diferente. Para mais, a escolha de vocabulário pouco elaborado e mais próximo do quotidiano faz com que as suas obras sejam fáceis de ler, divertidas e extasiantes.
domingo, 14 de julho de 2013
A Saga das Pédras Mágicas, Sandra Carvalho
Comecei a leitura desta saga há pouco mais de três anos, depois de alguma hesitação, mas tenho de confessar que foi aquela que me arrebatou do primeiro ao último instante e que me inspira profundamente. Atrevo-me a dizer que é, sem dúvida, das melhores sagas, senão mesmo a melhor, de high fantasy escrita em português. Com a mestria somente possível a um excelente contador de histórias, Sandra Carvalho deu vida à Saga das Pedras Mágicas, narrada por três gerações de mulheres. O role de personagens fortemente caracterizadas por uma profunda densidade psicológica, que se movem em torno de cada uma delas é também admirável, tal como a sucessão de acontecimentos que constituem a narrativa. Trata-se de uma escrita simples, mas carregada de descrições capazes de atirar o leitor para o cenário onde se movem as personagens, assim como também suscita emoções fortes. É sem dúvida aquela saga que vou querer reler e reler vezes sem conta. Espero continuar a acompanhar o trabalho da autora como o mesmo fervor com que li a Saga das Pedras Mágicas.
terça-feira, 18 de junho de 2013
Changeling, Philippa Gregory
Há já algum tempo que tinha curiosidade em ler esta autora. Devo confessar que para mistura de contexto histórico-religioso (tendo a inquisição como pano de fundo) e sobrenatural resulta bem neste livro, pois se por um lado as perseguições eram uma realidade, por outro, a combinação de personagens fortes e bem caracterizadas numa jornada sem aparente fim à vista, projectam uma outra perspectiva sobre o medo e o fanatismo religioso acerca do fim do mundo. Passada no ano de 1453, esta narrativa fictícia apresenta-nos Luca e Isolde, dois jovens de dezassete anos, cujos rumos se cruzaram como que por obra do acaso e que são "forçados" a enfrentar os medos da Idade Média, embarcando numa busca pela verdade, os seus destinos e até o amor que teimam em contrariar. Creio que este é um daqueles livros que nos fazem pensar e interrogar o mundo à nossa volta e mesmo quem não é grande apreciador de romance histórico não deve deixar passar ao lado a oportunidade de o ler.
sábado, 15 de junho de 2013
Ida à Feira do Livro de Lisboa!
Mais uma vez realizou-se a Feira do Livro de Lisboa no Parque Eduardo VII, recheada de novidades e actividades literárias para toda a família. É verdade que hoje em dia o mote que se ouve mais é que estamos em crise e que é preciso poupar cada cêntimo. Mas isso não significa que devamos descorar as oportunidades de passar bons momentos e um livro é sempre uma boa companhia e um bom motivo para sair de casa!
Para mim, os livros são uma parte fundamental de mim. Foram a minha (quase) única companhia durante muito tempo e continuam a ser a minha melhor distracção. E por isso mesmo, também não pude deixar de passar pela feira, pela segunda vez consecutiva para satisfazer a curiosidade e também para adquirir um dos livros que mais anseio ler (o mais recente da Sandra Carvalho, que tive o prazer de conhecer pessoalmente o ano passado). Espero que tenham tido a oportunidade de passar por lá, mesmo que só para passar a ver os títulos disponíveis.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Pride and Prejudice, Jane Austen
Como não podia deixar de ser, a tão aclamada obra-prima de Jane Austen já faz parte da minha biblioteca. Sem dúvida uma das melhores obras da literatura inglesa do século XIX, que continua a inspirar gerações. Repleto de personagens hilariantes, este é um dos must have para quem é dado à leitura. A oposição entre o
orgulho aristocrata e o preconceito da classe média, dá aso a uma espécie de
jogo conflituoso e cómico. Aparentemente, Elisabeth Bennett e Mr. Darcy não têm
nada a ver um com o outro e dificilmente estão de acordo em alguma coisa, mas
isso só torna ainda mais interessante a forma como a sua relação evolui. Mas à medida que as peripécias acontecem e os mal-entendidos se desfazem, Elizabeth ultrapassa o preconceito e Darcy o orgulho, e aquele que parecia ser o par mais impossível de todos encontra o seu happy ending e com isso funde classes sociais diferentes, assim como Mr.
Bingley e Jane, sendo a mensagem evidente: é possível conviver com as
diferenças e ultrapassá-las, sobretudo as de classe. Em simultâneo, pode
dizer-se que o casamento de Mr. Collins e Charlotte Lucas é o resultado somente
das circunstâncias: ele não passa de um clérigo tolo dependente da sua
subserviência a um patrono, ela apenas por uma questão de oportunidade por ser
um peso para a família. Já Mrs. Bennett e as duas filhas mais novas vivem numa
constante futilidade histérica em relação à perspectiva de arranjar um
casamento favorável, embora isso se deva em grande parte à inexistência de um
filho varão. Por fim, é inevitável referir Wickham, o qual se comporta de forma
semelhante a Willoughby, e apesar de lhe ser aplicado o castigo devido, sendo
que ambos mostram uma total falta de escrúpulos e de carácter, mas por razões
diferentes.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Chocolat, Joanne Harris
Apesar de só ter descoberto o livro depois de ter visto o filme devo dizer que me surpreendeu e que adorei. Embora seja bastante diferente da adaptação cinematográfica, trata-se de uma excelente obra, cujo enredo vivo e personagens fortes prende o leitor do princípio ao fim e nos deixa de água na boca. A apresentação de duas perspectivas ao longo da narrativa é bastante interessante e irreverente, se assim lhe posso chamar; e a transformação por que passa a pequena vila de Lansquenet num tão curto espaço de tempo, é extraordinária. Creio que este livro é uma daquelas obras que se lêem repetidamente, sem nunca nos cansarmos dela e aconselho vivamente; é um misto de passado, presente, futuro, a ideia incerta do bom e do mau cristão, a ideia da tentação e do pecado, uma mistura viva de cores e sensações.
Northanger Abbey, Jane Austen
Com a caprichosa e elegante sociedade de Bath e a misteriosa, gótica, Northanger Abbey como pano de fundo, Jane Austen deixou-nos a sua sátira aos romances góticos da sua própria época. Esta talvez seja a novela mais curta que Austen escreveu, mas não deixa de ser hilariante. Em Northanger Abbey o leitor é confrontado com uma sátira perspicaz, a qual vem criticar e expor o exagero absurdo do romance gótico que emergia na época. A protagonista Catherine Morland é apresentada como uma rapariga bonita, mas cuja imaginação demasiado fértil, alimentada pela sua leitura de obras góticas, a par com a sua ingenuidade, a conduz a uma tremenda humilhação. Por outro lado, o facto de Henry Tilney não ser um herói romântico confere à obra uma dimensão muito mais realista, apesar de terminar com o noivado entre eles. Gosto sobretudo da relação que Catherine mantém com o irmão e mesmo com Henry Tilney. Recheado de personagens hilariantes e uma heroína sonhadora e um tanto ingénua que procura ser aceite e integrar a sociedade do mundo que conhece, Northanger Abbey é uma mistura de aventura e crítica. Quando Catherine é apresentada aos Thorpes, tudo o que ela deseja é formar uma boa amizade com Isabella, apesar de não suportar o irmão desta. Por outro lado, da sua genuína afeição aos Tilneys, que é retribuída, resulta uma amizade verdadeira e apesar da mesquinhez de Jonh Thorpe tudo se resolve pelo melhor.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
83ª Feira do Livro de Lisboa!
Parece que vem aí mais uma edição da Feira do Livro no Parque Eduardo VII. Não percam as novidades e aproveitem para adquirir boa companhia para o Verão!
terça-feira, 19 de março de 2013
Peter Pan, J. M. Barrie
Como não poderia deixar de ser, estava mais do que na altura de ler a obra original de uma das histórias que mais me fascinou enquanto criança. E digo, sinceramente, é extraordinária. A escrita de Barrie é simplesmente deliciosa e fácil de ler, sendo que o tema da infância o torna hilariante. É possível rir e exasperar com o Peter e a Tinker Bell, adorar a Wendy ou torcer o nariz com o Hook. Mas apesar disso, lembrar a importância da fantasia e do faz-de-conta enquanto criança. Sem dúvida, esta é uma das histórias que muito inspirou gerações e continua a inspirar, dos momentos de rir aos de suspense; mas conta já com tantas adaptações que por vezes a verdadeira origem fica um pouco esquecida, creio. No entanto, não é demais lembrar: leiam-no e divirtam-se, porque vale mesmo a pena!
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