quinta-feira, 31 de maio de 2018

Feira do Livro: Segunda Ronda!






Portanto, ontem foi dia de voltar à Feira do Livro para aproveitar a Hora H e trouxe estes dois comigo, embora me apetecesse (muito!) trazer mais um ou dois...Talvez tenha sorte e ainda lá volte, talvez não; pelo menos já tenho leitura para o início do Verão! A Feira é uma verdadeira tentação para quem é amante da leitura e bibliófilo compulsivo, mas vale a pena, quanto mais não seja por um final de tarde bem agradável, para além de todas as actividades disponíveis. 
E vocês, já lá foram? Ou ainda estão a pensar se vão? Aproveitem e boas leituras!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Mulheres Inteligentes, Relações Saudáveis, Augusto Cury





Não tenho o hábito de ler livros de auto-ajuda, porque sempre os achei um bocado, não diria fúteis, mas talvez inadequados, imprecisos e exagerados. O certo é que a leitura de Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes, despertou-me o interesse para o trabalho deste autor, que é também psicoterapeuta e psiquiatra. Assim, ao procurar saber mais, descobri este livro muito interessante, intitulado Mulheres Inteligentes, Relações Saudáveis. O livro é dirigido em especial às mulheres, mas os homens também deviam lê-lo, afinal somos todos humanos em constante evolução!

A primeira sensação que este livro me transmitiu foi que, de facto, conhecemos muito pouco de nós próprios enquanto seres humanos, pois esquecemos-nos constantemente da nossa natureza errática e tornamos-nos intolerantes para connosco e para com os outros. A segunda sensação foi que a vida tem uma forma ironicamente engraçada de nos abrir os olhos quando precisamos, até porque é um facto que não usamos a capacidade total do nosso cérebro e se assim fosse, talvez fôssemos mais felizes.

À partida pode parecer uma lamechice, mas acreditem que não é, porque neste livro, Cury transmite uma panóplia de ideias ou linhas de pensamento que vale a pena explorar e analisar, quanto mais não seja pelo facto de que temos de nos amar e respeitar, se queremos que os outros o façam. Considero realmente interessante a ideia de reeducar o Eu para ser autor da própria história. Será que estou assim tão desfasada de mim mesma?, interrogo-me. Não sei se estou preparada para descobrir a resposta, mas vale a pena tentar. E vocês, ficaram curiosas/os? Leiam este livro e descubram!

Feira do Livro: Primeira Ronda!






Olá caros leitores!
Como podem ver pela foto acima, na passada sexta-feira, dia 25 de Maio, estive na Feira do Livro à espera que viessem conversar comigo sobre a minha antologia poética, Este Mundo e o Outro. Apesar da sessão ter ficado um bocadinho aquém das expectativas, valeu a pena ver o livro exposto para que o possam admirar e comprar e como forma de me dar a conhecer enquanto autora. Para além disso, ainda trouxe comigo a minha próxima leitura que será o  Limões na Madrugada, da Carla M. Soares:




E vocês, já tiveram oportunidade de passar pela feira? Aproveitem, porque é a melhor altura para comprar livros e diminuir as listas de desejos! Não se esqueçam de partilhar o blog e visitar o meu site Escritora Oficial. Bem-haja e boas leituras!

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Reflexões #20 - Disparidade de Género na Literatura





Ontem deparei-me com uma publicação sobre um artigo do jornal Público online que me deixou a ranger os dentes de raiva contra a falsidade de uma sociedade que se diz livre e igualitária, mas não o é em aspecto algum. Neste caso em particular no que diz respeito às disparidades salariais entre homens e mulheres. É um facto que, seja em que área do mercado de trabalho for, as mulheres ganham menos do que os homens - esta realidade é vergonhosa, mas está comprovada - o que também se reflecte no mundo editorial.

No que diz respeito ao assunto do dito artigo, o mesmo afirma que o preço dos livros desce para quase metade quando são escritos por mulheres... (leiam o artigo aqui: http://p3.publico.pt/nao-publicado/26070/se-escrito-por-uma-mulher-o-preco-do-livro-desce-para-metade-revisto#.WvrCQWOfAdg.facebook). Logicamente que isto não é só fruto da dita disparidade de género; há também, ainda hoje, um grande preconceito geral sobre a literatura escrita por mulheres.

Eu estava consciente de que há muito machismo também no mundo da literatura, só nunca pensei que a situação fosse assim tão ultrajante, sobretudo porque como mulher, escritora e ser humano, acredito que as mulheres são tão ou mais capazes do que os homens de escrever boa literatura, capacidade essa que não tem feito outra coisa desde há três séculos senão dar provas da sua excelente qualidade!

Para mim é inadmissível que esta discriminação continue a ser permitida e perpetrada pela sociedade moderna em geral, seja em Portugal, seja no resto do mundo. Por isso, meninas, se querem ser escritoras, sejam, tornem-se as melhores escritoras que conseguirem e abram os olhos daqueles que vos rodeiam com a vossa escrita, e escrevam sempre, até sentirem que a escrita é sublime e excelente porque vocês trabalharam para isso. e assim, vamos provar aos homens que somos muito melhores escritoras do que eles, porque nos empenhamos com mais dedicação e damos o nosso melhor sem no importarmos com com o que pensam de nós e porque para escrever bem há que ter coragem para o fazer, coisa que nós temos de sobra!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Sessão de Autógrafos 88ª Feira do Livro de Lisboa!





Olá! Tal como prometido, trago-vos novidades. Este ano a Feira do Livro de Lisboa vai ter um gozo especial para mim porque vou lá estar pela primeira vez como autora! Para quem quiser, é uma boa oportunidade de me conhecer e levar para casa um exemplar autografado, por isso, aqui fica o convite oficial. Por favor, apareçam e contribuam para que este dia seja ainda mais gratificante. Bem-haja e boas leituras!


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Pedaços de Escrita #62





Engraçara com uma saia vermelha às bolinhas brancas, que fazia conjunto com uma camisa de ganga, mas naquele momento não tinha possibilidades de adquirir aquele conjunto que tão bem lhe ficou. Decidiu então pegar num mealheiro e começar a juntar dinheiro, pondo lá dentro todos os trocos que lhe restavam ao fim do dia. Depois de comprar o tal conjunto, continuou a juntar  dinheiro, desta feita para viajar pela Europa e concretizada a viagem, continuou a guardar dinheiro no mealheiro, hábito que posteriormente transmitiu aos filhos e aos sobrinhos.
- Se forem guardando todas as moedas no vosso mealheiro, terão sempre algum dinheiro para os vossos objectivos mais pequenos - disse-lhes quando lhes ofereceu os mealheiros.
Não era um hábito muito comum e aquela sua particularidade acabou por lhe valer bons momentos em família e poucas preocupações, porque apesar de o seu salário de bibliotecária não ser nenhuma fortuna e o marido ter uma situação financeira favorável, conseguia viver tranquilamente dentro das suas possibilidades, sem gastos desnecessários, era uma questão de principio que ela queria transmitir aos filhos. Além disso, toda a gente sabe que o dinheiro não traz felicidade, apesar de estarmos todos dependentes dele para viver a nossa vida, uns mais do que outros; o truque é não deixar que isso consuma a nossa existência.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

88ª Feira do Livro de Lisboa!






Como vem sendo hábito desde há cinco anos, venho por esta altura lembrar-vos de que está quase a chegar a Feira do Livro de Lisboa, que entra na sua 88ª edição este ano. Para além de ser uma excelente oportunidade de passar bons momentos em família e entre amigos, é também, para alguns a oportunidade perfeita para conhecer alguns autores e levar para casa uns exemplares autografados. Na minha opinião é sempre o evento literário do ano, mas este ano vai ser ainda mais especial. Fiquem atentos ao blog, porque em breve haverá novidades sobre isto.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Dia Mundial do Livro 2018






Portanto, hoje comemora-se mais um Dia Mundial do Livro e não podia deixar passar a oportunidade, como leitora e como escritora, de vos relembrar de como a leitura e importante a todos os níveis, porque ao ler não só viajamos para outros lugares e evadimo-nos por momentos da realidade, como estimulamos a nossa memória e outras áreas do cérebro. Para além disso, a leitura faculta-nos, por vezes, a capacidade de entender melhor as pessoas. Por isso, desafio-vos a celebrar este dia com um livro, de preferência novinho em folha (e porque não uma antologia poética, por exemplo, a minha: Este Mundo e o Outro?), ou então com a re-leitura de um dos vossos preferidos. E não se esqueçam de partilhar o vosso amor pela leitura com a família e os amigos! 

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Pedaços de Escrita #61





Aquilo a que chamam jogos de azar também podem ser jogos de sorte, se soubermos jogar. Claro está que para isso é preciso ser paciente e esperar, mas as pessoas, de forma geral, já não sabem fazer isso, o que é uma pena. Querem tudo no agora , têm medo do ontem e do amanhã; coitadas, esqueceram-se do que é viver! Viver não é correr de compromisso em compromisso sem estar realmente em parte alguma, não é trabalhar todos os dias até altas horas da noite sem se aproveitar tempo com a família, não é dizer que não se tem tempo para os amigos e etc.

Viver é apreciar as pequenas coisas, é respirar um dia de cada vez, é celebrar com quem amamos, é conquistar os sonhos, vivê-los e sonhar outros, é estar em constante harmonia connosco e com os outros, é saber respeitar a Natureza - isso sim é viver bem! Porque o importante é o que fazemos com o tempo que temos sem que haja espaço para arrependimentos: para uns basta um salto de fé , para outros é preciso ganhar coragem e tomar um fôlego de ousadia para serem felizes.

E essa é a questão: a eterna busca pela felicidade, que num momento parece tangível e no seguinte escapa-nos por entre os dedos. E será que vale a pena procurar infrutiferamente algo tão efémero? Não, claro que não, porque a felicidade não se encontra debaixo das pedras da calçada; a felicidade constrói-se todos os dias com a realização pessoal, para a qual devemos trabalhar afincadamente. No fundo, é só mais uma conquista, aquela que muito poucos são capazes de alcançar.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Reflexões #19 - Apoiar a Literatura Lusófona





Agora que faço oficialmente parte do mundo da escrita, posso afirmar com conhecimento de causa que não é fácil ser um(a) autor(a) recente no mercado português, por todas as razões e mais algumas (as quais providenciariam uma lista demasiado longa para serem aqui enumeradas). Para além disso, tenho constatado que a maioria das pessoas que almejam escrever um livro ou não têm a devida preparação (acham que basta escrever as ideias conforme estas lhes surgem) ou, por outro lado, acabam por deixar a ideia de lado por terem medo de arriscar e serem rejeitadas.

Para mim nem uma coisa nem outra fazem sentido. Primeiro, porque quem quer realmente enveredar por esta vocação, fá-lo de corpo e alma; segundo, porque adquire desde cedo o hábito de trabalhar a escrita. Esta é a questão-chave de se ser um(a) bom(a) escritor(a): não basta escrever, há que trabalhar e melhorar um pouco de cada vez, procurando exercitar a escrita com a maior regularidade possível e ser paciente ao escrever, de modo a que cada projecto receba a atenção devida. Li recentemente alguns blog posts sobre isto e concordo plenamente com os autores quando afirmam que para escrever bem é necessário trabalhar disciplinadamente todos os dias. Para isso devemos definir metas / objectivos / prazos (aquilo que funcionar melhor para cada um) e cumpri-los em vez de procastinar!

Seguir o exemplo e os conselhos de um autor que admiram pode ser um bom ponto de partida, mas tenham em atenção que me refiro a autores verdadeiros, daqueles que efectivamente escrevem literatura e não daquelas pessoas cujo mediatismo vos leva a ler somente os livros delas, sem as mesmas terem comprovado o seu valor literário! Por isso vos peço: por favor, apoiem aqueles autores que realmente merecem crédito pelo seu trabalho, até porque há muito bons autores portugueses, veteranos e novatos que precisam desse reconhecimento.

Leiam e partilhem o trabalho dos autores que ficam na sombra, mas sobretudo leiam os novos autores portugueses! E se quiserem escrever, escrevam a sério, reescrevendo e lendo o vosso trabalho, escrevam todos os dias e assumam-se como escritores.