sábado, 10 de dezembro de 2016

Reflexões #4 - Expectativa





Mais um ano que se aproxima do fim, mais um capítulo do grande livro da vida que se fecha. Mais um ano de expectativas e reviravoltas, finais e recomeços. Gostaria de poder dizer que se tratou de um grande ano, mas não estaria a ser sincera, porque esteve muito longe de ser perfeito. Claro que não existem anos perfeitos, mas existem anos bons e, apesar de tudo, posso dizer que este foi um ano razoável.

Por hábito ou por tradição, Dezembro é sempre um mês propício a reflexões e introspecções. Por isso, vejamos: este poderia ter sido um ano melhor para o blog se eu tivesse tido a oportunidade de ler e escrever mais; e no âmbito geral poderia ter sido um ano melhor se eu tivesse feito tudo o que desejava ter feito, o que é um grande "se", porque a vida é feita de contrariedades, as quais nem sempre podemos controlar, pelo que devemos aprender a viver com as escolhas que fazemos.

Por outro lado, a generalidade das pessoas esquece-se do que é realmente importante, vendo esta altura como uma mera oportunidade para dar aso à sua tendência materialista. É nesta altura que mais se reflecte a crise de valores que a nossa sociedade atravessa. A questão é que todos falam, mas ninguém age, ninguém puxa pela mudança e a mudança não chega. Ninguém põe quanto é no mínimo que faz e, por isso, ficamos entregues a este marasmo capitalista.

Nos dias que correm existe muito pouco espírito natalício, sobretudo nas grandes áreas urbanas, o que se traduz no consumismo exagerado que presenciamos durante este último mês do ano. Já ninguém se recorda ou mantém as tradições, transformando o Natal numa coisa impessoal, quando esta devia ser a altura mais reconfortante, familiar e pessoal do ano. E se Dezembro traz a indolência do Inverno, a inactividade, o excesso materialista, traz também a ténue esperança de que o ano seguinte seja melhor que o ano corrente. Oxalá que seja!

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