Olá! Há algum tempo que estou para escrever este post sobre algumas das leituras que gostaria de recomendar pessoalmente. Não tenho por hábito fazê-lo, mas acho que de vez em quando também é preciso. Assim, passo a apresentar o meu Top 30 dos livros que na minha opinião todos deveriam ter oportunidade de ler, pelo menos uma vez na vida:
1 - História de Uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, de Luís Sepúlveda, que nos conta uma história de amizade entre dois seres diferentes que nos ensina a aceitar a diferença como elemento natural do mundo que nos rodeia;
2 - Aparição, de Virgílio Ferreira, foi um livro que, apesar de debater filosofias existencialistas, me tocou por diferentes motivos, mas sobretudo no que diz respeito à dor da perda e ao processo do luto;
3 - Very Good Lives, o famoso discurso de J. K. Rowling, que nos confronta com a dura realidade do pós-faculdade, aquele período em que andamos todos um bocado perdido, julgo eu; pelo menos foi o que senti (e ainda sinto!);
4 - O Filósofo e o Lobo, de Mark Rowlands, uma narrativa sincera e sentida que nos leva a reflectir sobre a nossa relação com o mundo natural e connosco próprios enquanto seres humanos. Afinal, o que sabemos nós sobre as leis naturais?
5 - The Christmas Magic, de Cathy Kelly, é uma maravilhosa colecção de contos sobre as vicissitudes e adversidades da vida que todas nós, mulheres, enfrentamos todos os dias e em todas as relações que mantemos com as pessoas que nos rodeiam. Relembra-nos que o importante é manter o espírito, sobretudo durante the most wonderful time of the year!
6 - Sense and Sensibility, de Jane Austen, cujo estilo irónico reflecte bem a intenção crítica da autora face aos valores obsoletos da sociedade do seu tempo;
7 - Pride and Prejudice, de Jane Austen, cuja sagacidade e frontalidade reflecte a possibilidade de superar diferenças de opinião e de valores, mas que também confronta a realidade da condição feminina durante o século XIX;
8 - Little Women, de Louisa May Alcott, que nos ensina a olhar em volta e pensar em tudo o que a vida tem de bom; em como somos recompensados quando tomamos a atitude certa e em como nem tudo se resume aos bens materiais: a vida é muito mais do que isso; é a partilha, o encontrar esplendor nas pequenas coisas, é viver um dia de cada vez;
9 - Peter Pan, de J. M. Barrie, uma das minhas histórias favoritas, embora já o tenha lido tarde; um dos eternos clássicos sobre a infância que relembra a importância da imaginação e do deslumbramento de descobrir o mundo;
10 - The Hobbit, de J. R. R. Tolkien, a história de como a vida tranquila e rotineira de Bilbo Baggins foi interrompida por uma aventura extraordinária que o levou a descobrir-se capaz de fazer e dizer coisas completamente inesperadas;
11 - Alma Rebelde, de Carla M. Soares, um dos melhores romances históricos da literatura portuguesa contemporânea, que aborda a questão da condição da mulher e as consequências dos casamentos combinados, a ascensão social e a glória antiquada;
15 - O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, o grande fenómeno da literatura inglesa que me maravilhou aos vinte anos, uma das poucas narrativas que me transportaram para dentro da história;
16 - A saga de Sevenwaters, de Juliet Marillier, onde mergulhamos numa viagem maravilhosa pelas tradições da Irlanda antiga, um misto de aventura e deslumbramento, tal como acontece nas restantes obras desta autora;
18 - Chocolat, de Joanne Harris, uma das trilogias mais envolventes sobre as tradições antigas daquilo a que tão levianamente chamamos magia, à msitura com os sabores e os sabores que se escondem por detrás da arte de fazer chocolate;
19 - This is not the end of the Book, de Jean-Philippe de Tonnac, o qual conduz uma interessante conversa entre Umberto Eco e Jean-Claude Carrièr sobre o futuro e a sobrevivência do livro na era tecnológica em que vivemos;
20 - A Lua de Joana, de Maria Teresa Maia Gonzalez, uma narrativa que ilustra de forma eloquente o modo como as más experiências podem influenciar a nossa vida e como a perda pode ser dificil de compreender quando é impossível aceitar as razões que levaram a essa perda;
22 - O Cavalheiro Inglês, de Carla M. Soares, é um romance muito divertido mesmo atendendo à época a que alude, repleto de peripécias familiares, sociais, amorosas, enternecedoras e inquietantes, que acompanham o crescimento e desabrochar da protagonista face ao mundo que a rodeia;
23 - A Filha do Barão, de Célia Loureiro, para além de realçar um dos grandes marcos da nossa História (as invasões franceses), é uma história de amor que retrata uma época em que a condição da mulher era, sob todos os aspectos, revoltante, e que insinua uma certa esperança na crença de um amor verdadeiro e duradouro;
24 - A Livraria dos Destinos, Veronica Henry, tanto nos fala de amor e amizade como de perda e superação, honestidade e falsidade, repleto de personagens fielmente humanas, às quais é impossível ficar indiferente;


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