Confesso que fiquei um pouco assombrada com a leitura deste livro, por retratar um cenário duro e repleto de emoções fortes e que, apesar de se tratar de uma estória ficcionada, transpira realismo. A verdade é que custa a acreditar que exista um amor assim tão forte, capaz de resistir à sentença cruel de um historial de cancro da mama e de bipolaridade, onde aparentemente não há espaço para a normalidade. Apesar tudo, esta dança contra o tempo e o destino, faz parar para pensar qual será, de facto, o nosso papel na vida do outro e vice-versa, mas também no quão mesquinhas podem ser as vicissitudes da vida, que nos relembram constantemente quão precioso é o nosso tempo e que só depende de nós qual será o nosso legado. Para além disso, faz-nos repensar o significado do Amor, que nos livros nos parece sempre tão certo e tão puro, fácil de assimilar, mas na realidade é muito mais difícil de definir e aceitar.

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