terça-feira, 19 de março de 2013

Little Women, Luisa M. Alcott





Este pequeno livro é sem dúvida uma das mais encantadoras obras da literatura americana do século XIX. Baseado na infância da autora, Little Women, conta a história das quatro irmãs March e o seu processo de transição da infância/juventude para idade adulta. Com uma escrita simples e por vezes ternurenta e divertida, outras trágica, Alcott apresenta-nos quatro personagens distintas: Meg, a mais velha e mais bonita, que encolhe os ombros à vaidade e ambição social, descobrindo plenitude no amor; Jo, a maria-rapaz que se volta impetuosamente para o consolo da escrita; a gentil Beth que rejeita os interesses materiais, preferindo  devotar-se à família, à alegria da música e a todos os que sofrem na vida; e Amy, a mais nova e imperfeita das irmãs March, que constantemente tenta superar o seu egoísmo e pretensões de menina, por mais árdua que seja a tarefa. É através das lutas diárias e da aprendizagem das lições importantes que encontram pelo caminho, que cada uma encontra a sua "Cidade Celestial". Esta obra ensina-nos a olhar em volta e pensar em tudo o que a vida tem de bom; em como somos recompensados quando tomamos a atitude certa e em como nem tudo se resume aos bens materiais: a vida é muito mais do que isso; é a partilha, o encontrar esplendor nas pequenas coisas, é viver um dia de cada vez. Sem dúvida um dos meus preferidos.

domingo, 27 de janeiro de 2013

O Hobbit, J.R.R.Tolkien





Tendo lido O Senhor dos Anéis não podia deixar de ler O Hobbit, sendo este o prelúdio do mesmo. Esta emocionante aventura conta como Bilbo viajou com uma companhia de treze anões até ao norte do mundo, onde se ergue a imponente Montanha Solitária, na tentativa de recuperar a casa e o tesouro dos anões, roubado pelo dragão Smaug centos de anos antes, e durante a qual ele encontra o Anel. Com a companhia de 14 (uma vez que 13 é um número de azar para os anões) viaja também Gandalf, "que aparece sempre quando é preciso, mas menos esperado". Porém, cabe ao pequeno Mr. Baggins a resolução de muitas as peripécias que encontram pelo caminho. Também Bilbo cresce e regressa a Bag-End como um hobbit diferente, ficando conhecido como estranho e extravagante por travar amizade com anões e com feiticeiros. Mas mas uma vez, a mestria de Tolkien prende o leitor da primeira à última página.

Christmas Magic, Cathy Kelly





Desconhecia por completo o trabalho de Cathy Kelly até que li esta pequena e simplesmente maravilhosa antologia de contos. São contos que retratam certas realidades, onde as personagens femininas têm o papel principal e onde cada uma descobre o que está errado na sua vida e em como nunca é tarde para começar de novo ou definir novos objectivos. Desde casamentos e férias de verão a natais com familiares não convidados ou amigos há muito tempo perdidos, esta antologia capta as esperanças, as lágrimas, os risos e os amores de todo o tipo de mulheres. E se estes pequenos contos são maravilhosos e nos ensinam a olhar em volta e perceber o que realmente nos falta, bem como a apreciar o que já temos, mal posso esperar para ler os romances desta autora irlandesa.

O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien





Lida em cerca de dois meses esta trilogia prendeu-me desde o início até ao fim, trazendo-me de volta aquela sensação de viver realmente a história, como há muito tempo nenhum livro fazia. É sem dúvida uma obra de mestre da literatura europeia/mundial e uma leitura obrigatória para quem é fã de high fantasy. Repleta de magia, aventura, amizade, lealdade e personagens de grande carácter e fé inabalável, é sem dúvida uma das minhas favoritas, pois se por um lado há momentos que nos fazem suster a respiração, outros há que nos fazem rir por alguns minutos. As lições que se depreendem são intemporais, sobretudo compreende-se que até o mais pequeno dos seres pode fazer a diferença, além de que também o leitor cresce com as personagens, sobretudo perante o sacrifício de Frodo, a lealdade de Sam, a intrínseca boa-disposição de Merry e a ingenuidade de Pippin, a humildade de Aragorn, a sobriedade de Gandalf e a conciliação de diferenças entre Gimli e Legolas; todos eles aprendem valiosas lições ao longo do caminho, lições essas que são posteriormente apreendidas pelo leitor.

sábado, 5 de janeiro de 2013

2013!





Olá bloggers e leitores. Primeiro que tudo, desejo que este seja um bom ano em todos os aspectos. É verdade que a situação está a modos que negra, mas isso não implica que baixemos os braços e desistamos dos nossos objectivos. Com o início do novo ano surgem novas ideias e projectos a que pretendo ir dando forma ao longo do ano. Iniciei este blog no intuito de partilhar a minha opinião literária com a bloggoesfera e, quase com um ano no blogger, o feedback está longe do esperado, mas com alguma persistência e trabalho,  o obejctivo de passar a mensagem pode ser alcançado. Espero continuar a contar com quem lê e aprecia o meu trabalho e chegar a mais longe. Feliz 2013!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas





Apesar de longo (cerca de 999 páginas), este é sem dúvida um dos grandes clássicos da literatura europeia, não só pela mestria com que o enredo é construído, mas também pela facilidade com que cativa o leitor. Por estranho que pareça foi um dos poucos em que li como se a certa altura entrasse na história. Mas, melhor do que isso é as lições que no ensina. Que a vida é injusta, que as pessoas são mesquinhas e preocupadas com as aparências e reputações, que por vezes a amizade por surgir onde menos se espera, assim como as segundas oportunidades. Sobretudo, que quando é cometida uma injustiça como a que acontece a Edmond, a mesma não pode ser tida em conta de animo leve e a paga na mesma moeda é devida. Claro que nem todas as personagens circundantes são responsáveis pelo infortúnio de Edmond e também a estas é dada a oportunidade de escolha entre ficarem presos ao passado e seguir em frente.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O Filósofo e o Lobo, Mark Rowlands



 


Este é simplesmente um daqueles livros que devem ser lidos por todas as idades. Não só nos ensina a olhar o mundo selvagem através de uma perspectiva livre dos preconceitos da sociedade moderna, como também a reflectir sobre a nossa própria natureza, pois comprova que a relação de igual para igual entre seres humanos e animais é possível desde que nos lembremos de que eles também sentem e têm consciência, simplesmente uma consciência diferente. Acontece que o ser humano está tão habituado à ideia de superioridade face aos restantes seres vivos que se esquece do facto de as lições mais importantes serem as que os animais nos ensinam. Mais extraordinário ainda é tratar-se de um lobo, que desde cedo a sociedade tem vindo a temer e menosprezar.

Aparição, Vergílio Ferreira





Este foi um dos livros que mais me marcou na minha adolescência. Não só porque me identifico muito com as dúvidas do protagonista, mas também porque a própria história retrata na perfeição a complexidade das relações/emoções humanas e em como as nossas acções afectam os outros e vice-versa. Trata-se de uma narrativa de memórias que nos leva a reflectir sobre a vida e o propósito da mesma, mas mais do que isso, no propósito dos nossos objectivos. Por outro lado, várias das personagens são construídas sobre o molde do estereótipo, provavelmente uma crítica à própria sociedade, sempre tão conservadora e moralista. No entanto, deixa também transparecer a facilidade com que determinada situações nos marcam tão profundamente. Creio que este é um daqueles livros que vale a pena ler e voltar a ler vezes sem conta, uma vez que Virgílio Ferreira é um dos grandes nomes da nossa literatura.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O conto nunca lido de Hans Christian Andersen!




Mais uma descoberta literária surpreendente!

"Um historiador dinamarquês afirma que descobriu uma cópia do que acredita ser um conto inédito do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, noticiou hoje a agência norte-americana AP.
Esben Brage disse ter encontrado, no início de Outubro, um texto de seis páginas em caixas que pertenceram a famílias de Odense, cidade onde nasceu Andersen, e que actualmente estão no Arquivo Nacional dinamarquês.
O conto, escrito à mão, com o título "Vela de Sebo" e dedicado a uma viúva, estava intacto numa das caixas, referiu o historiador.
O especialista em Andersen Ejnar Stig Askgaard afirmou que este conto deve ser um dos primeiros trabalhos, escrito sete anos antes de o dinamarquês se tornar conhecido.
Nascido em 1805, Hans Christian Andersen escreveu quase 160 contos, incluindo "O soldadinho de chumbo", "O patinho feio" e a "A pequena sereia".
Fonte: Lusa/SOL

Feira do Livro de Natal no Terreiro do Paço!





Ora aqui está outra excelente oportunidade para renovar a biblioteca lá de casa!

Feira do Livro de Natal no Terreiro do Paço: Feira do Livro de Natal no Terreiro do Paço

Pela feira irão passar alguns autores de literatura infantil e juvenil

No espaço histórico do Torreão Nascente do Terreiro do Paço, vai decorrer a Feira do Livro de Natal até ao dia 23 de dezembro.
Resultante de uma parceria entre a Leya e o Turismo de Lisboa, esta iniciativa vai estar focada na disponibilização de produtos selecionados a partir do catálogo de edições publicadas pela editora.
Os livros escolhidos para o Torreão procuram agradar aos vários tipos de leitores e combinar com a grandiosidade do local. Ali estarão expostos títulos de autores lusófonos e estrangeiros, alguns dos grandes sucessos do romance feminino, auto ajuda, saúde, culinária, gestão, banda desenhada e também livros infantis e juvenis dos autores portugueses de referência.
O evento contará com um espaço dedicado às crianças onde são esperados alguns dos autores infantis e juvenis publicados pela LeYa e para onde estão previstas algumas surpresas de Natal.
A Feira do Livro no Torreão Nascente funcionará de segunda a domingo, das 12h às 20h, sendo que às sextas e sábados encerrará às 22h. A entrada é livre.