sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Teodora, Luísa Fortes da Cunha






Escrita com a mestria de contador de histórias, a saga da Teodora acompanhou-me durante grande parte da minha adolescência e ainda hoje tenho um carinho imenso pela jovem fada. De momento estão publicados quinze livros e parece que o próximo já está a caminho. A Teodora é a prova provada (entre outros) de que também existe boa fantasia em português e espero, sinceramente que a saga esteja para durar mais algum tempo, embora mal possa esperar para saber o desfecho. Desde o início que esta obra se revelou um fenómeno literário da literatura infanto-juvenil e está traduzida em várias línguas, para além de que faz parte do plano nacional de leitura. Assim, não posso deixar de recomendar a leitura e releitura de uma saga maravilhosa, com a qual o leitor visita um lugar diferente a cada novo livro, sobretudo se quiserem motivar os mais novos a ler!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Pedaços de Escrita #17





Amor. Falamos de amor com tal leviandade, por vezes, que não sabemos exactamente do que estamos a falar. Quando se fala em amor, pensa-se nas coisas que se conhece e ama; sobretudo, sobre aquela pessoa especial. Pensamos no que o amor significa para nós. E em certas alturas sentimo-lo à nossa volta, como se fosse um suave murmúrio trazido pelo vento; outras vezes, está mesmo debaixo do nosso nariz e não o vemos. Mas na verdade, o amor está ou deveria estar em todo o lado: nas pequenas coisas do quotidiano, nos defeitos daquela pessoa, na imperfeição pessoal, na simplicidade da natureza. Só que não está, porque as pessoas continuam a ser demasiado egoístas e não têm o cuidado de olhar em volta com clareza, sem pensarem em amar alguém ou serem amadas por alguém. É triste, mas é a verdade: não existe amor suficiente no mundo para o simplificar, ou pelos ainda não. Se algum dia haverá, quem sabe?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

As primeiras leituras do ano!





Olá! Peço desculpa pela ausência de novidades aqui no blog, mas agora posso dizer-vos que finalmente pude adquirir livros novos! Estas são as minhas primeiras leituras deste ano e espero nos próximos meses conseguir  diminuir gradualmente a minha to-read list do Goodreads. Em breve publico mais opiniões e pedaços de escrita. Até lá, continuem a seguir e a partilhar o blog. Bem-haja!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Pedaços de Escrita #16






Tinha um livro aberto no colo, mas não lia. A mente afundara-se nas mais profundas recordações da vida passada e o corpo imóvel parecia perdido no espaço silencioso. Imagens perdidas e deslocadas passavam-lhe diante dos olhos sem que as fixasse e o tempo escoou-se impiedosamente. Caiu a noite e o transe deu lugar a um sono de sonhos profundos, transformados por uma miríade de fragmentos desordenados. Acordou à luz matutina, entorpecida de encontro à vidraça fria. Esticou-se, derrubando o livro esquecido, que caiu no chão com um baque surdo; apanhou-o e pousou-o displicentemente sobre a mesinha. Estremeceu e olhou em volta. Há quanto tempo estava ali? Um suspiro exausto escapou-se-lhe dos lábios descorados quando atravessou a sala sombria e saiu para o vestíbulo. A casa estava mergulhada num silêncio vazio, enquanto do lado de fora das janelas altas o céu passava de cinzento a violeta, depois a azul pálido. Era um novo dia que a saudava, indiferente à dor da sua perda, como se lhe sussurrasse uma nova oportunidade.

Pedaços de Escrita #15






O frio de Janeiro que nos faz tremer e deseja não fazer nada; excepto, talvez, enrolarmo-nos no sofá com uma boa bebida quente, um cobertor e um livro ou dois, ou um bom filme. Mas geralmente, não é possível porque há sempre trabalho para fazer. Uma pessoa tem de se levantar, arranjar-se e enfrentar o tempo frio do inverno para ir trabalhar. A vida não devia girar só em torno do trabalho; não pode ser, caso contrário tornamo-nos todos muito infelizes. O inverno deveria ser um tempo para reflectir, para abrandar...não devia? Lá fora está tão cinzento e aborrecido, a chuva a bater nas janelas e o vento a uivar de todas as direcções! O que fazer para tornar o dia menos aborrecido? Nada ou pensar em qualquer coisa boa para fazer quando chegar a casa; afinal de contas, é só mais um dia de inverno.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

2015!





Passou-se mais um ano, repleto de leituras e releituras. 2014 foi um bom ano para o blog, com uma média de 150 visualizações por mês e só me resta esperar que 2015 seja ainda melhor! Desejo-vos um ano repleto de concretização, leituras, aventuras e boa disposição! Este ano espero trazer ainda mais novidades e que continuem a ler o blog. Bem-haja!


sábado, 13 de dezembro de 2014

Pedaços de Escrita #14






Chuva aborrecida. Do outro lado da janela, o mundo está molhado e frio. Se fica mais frio e continuar a chover pode nevar. Seria bom ter neve no Natal; mas geralmente isso não acontece aqui porque nunca fica frio o suficiente. Natal ... aquela época do ano, quando se devia reflectir no ano inteiro e estar rodeado pela família e amigos, amor, vida e riso, compartilhar o calor  de uma lareira e histórias engraçadas, e receber presentes dados com o coração. Em vez disso, as pessoas correm de um lado para o outro, sem viverem esta época com alegria, muitas vezes separam-se umas das outras ou simplesmente fecham o seu coração à magia do Natal. Sim, o Natal é suposto ser mágico, acima de tudo o resto, mas as pessoas esqueceram-se  de como acreditar e dar um salto de fé; fizeram-se infelizes num momento que deveria ser feliz por todas as razões e mais algumas. É claro que quando crescemos, o Natal muda em todos os sentidos, de uma forma ou de outra; cabe a nós mesmos tentar manter a simplicidade e ter a coragem de pensar "Vamos ter fé e acreditar na magia do Natal, ok?". Eu digo, está bem, vamos tentar!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Pedaços de Escrita #13






É tão bom ler um livro. Folheá-lo e sentir-lhe as páginas, cheirá-lo. Não há sensação comparável. Sim, agora a maioria dos leitores fá-lo através de edições digitais, mas perde todo o contacto com o livro: o texto está ali, diante dos olhos, mas longe do toque, da sensação calmante de segurar o livro nas mãos. Eu não; eu continuo a sentir o fascínio que a forma física do livro me provoca, a querer senti-lo e cheirá-lo, a querer ter consciência do seu peso nas minhas mãos. Ler é uma aventura maravilhosa; uma terapia de emoções a que só alguns cedem, mas mesmo assim, algo que transporta para lá da racionalidade, para o lugar onde tudo é possível se o imaginarmos, se tivermos uma derradeira vontade de nos perder no tempo e no espaço, mesmo que apenas por alguns minutos. É tão bom ler um livro.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Pedaços de Escrita #12






Era o vento frio que me fazia tremer; a rua, as casas, o chão, as árvores, tudo girava num rodopio incessante e avassalador. Deixei de ver, de ouvir, de sentir; a escuridão da noite cobriu-me e os meus olhos fecharam-se para o mundo. O silêncio oprimia-me quando acordei sem saber onde estava, caída no meio da estrada deserta, completamente sozinha. Onde estavam todos? O que acontecera? O vento levantou-se de novo e começou a nevar. Levantei-me, ainda zonza, e cambaleei pela estrada. Ergui os olhos para o céu escuro de onde caíam milhares de pontos brancos que cobriram o solo com o espesso manto branco do Inverno. Lágrimas quentes correram pelas faces e não as limpei. Segui a estrada silenciosa, sempre a tremer, sem olhar para trás. Então, uma luz rompeu a escuridão, ao longe, numa promessa de conforto. Continuei a andar, cada vez mais devagar, por entre a neve que me chegava aos tornozelos; começou tudo a rodar novamente e a minha visão turvou-se. A luz parecia afastar-se, agora pontilhada de sombras, agora brilhando alaranjada, e um apelo abafado cortou o ar da noite. Depois desmaiei no solo gelado, enquanto o vento soprava na noite escura, o silêncio deturpando-me os sentidos.

Círculo de Magia, Debra Doyle e James D. Macdonald





Esta foi outra das séries literárias que me acompanharam na adolescência e agora, ao fim de uns bons anos, reli-a com avidez, porque é impossível parar a leitura antes de chegar ao fim. Uma história emocionante sobre aventura, lealdade, amizade e força de vontade; a história de um rapaz simples que desistiu da cavalaria para se tornar feiticeiro, contada com mestria, mas que infelizmente parece ter ficado incompleta, pois há muito tempo que Doyle e MacDonald não publicam nenhuma aventura desta série e é pena que haja alguns erros de tradução ao longo da narrativa, mas seja como for, é bastante inspiradora e ensina-nos lições valiosas, como o facto de que a vida é feita de escolhas, e todas as escolhas têm consequências, e que nem sempre as coisas são o que parecem ser. Vale mesmo a pena!