quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Ser Blogger, Catarina Afonso e Sandra Alvarez





Trata-se de um livro bastante prático, sobretudo para quem quer começar um blogue, mais não sabe muito bem do que se trata e como funciona. No entanto, também é muito útil para quem já tem um blogue (como é o meu caso) e gostaria de o aperfeiçoar ou até rentabilizar. Como uma linguagem fluída e acessível, este "manual" acompanha todo o processo de criação de um blogue profissional, dando dicas sobre as melhores alternativas, exemplos, etc., e explica todos os passos necessários. De certo modo, acaba por simplificar a tarefa, ajudando na planificação e estruturação do blogue e na divulgação do blogue. Recomendo esta leitura a todos os interessados, sobretudo a quem tem curiosidade em começar um blogue.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Reflexões #26 - It's that time of the year...





Este ano passou tão depressa que tenho a sensação de o ter sonhado... Houve mais desilusões do que realizações a pesar na balança e poderia ter ido mais de encontro às expectativas, mas não foi um ano mau. Continuo a sentir-me desligada nesta época, por todos os motivos e mais alguns. E correndo o risco de me repetir, insisto que o Natal é uma altura de reflexão, simplicidade e, acima de tudo, união; como já aqui ponderei uma vez, o Natal é "a simplicidade das pequenas coisas, a cumplicidade dos bons momentos, a alegria do reencontro." 

Talvez para o ano seja melhor, talvez consiga fazer mais, o importante é não desistir. Votos de um Feliz Natal com tudo de bom e boas leituras!

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Beren and Lúthien, J. R. R. Tolkien





Christopher Tolkien continua a desvendar-nos os mistérios das histórias que o seu pai escreveu, desta vez apresentando-nos a evolução da lenda de Beren e Lúthien, que J. R. R. Tolkien terá começado antes dos trinta anos, mas deixou para trás quando surgiram as histórias do Hobbit e d' O Senhor dos Anéis, retomando a lenda quase cinquenta anos depois. A história teve uma primeira versão narrativa, depois em verso e novamente narrativa. Parte desta lenda integra a narrativa d' O Silmarillion (que ainda hei-de ler).
Esta constatação vem comprovar o facto de Tolkien ser um escritor perfeccionista, daí levar bastante tempo a terminar as suas obras. A evolução do texto é muito interessante, pois há elementos que desaparecem, outros são reformulados e outros ainda surgem pela primeira vez numa fase mais avançada. Para quem for fã do autor, não percam a oportunidade de o ler na versão original, de modo a compreender melhor o ritmo e a sonância das palavras; acreditem que vale a pena.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Passatempo - Este Mundo e o Outro




Olá, caros leitores, como vão essas leituras? Como já devem ter reparado, caminhamos a passos largos para o Natal e o fim do ano. E qual a melhor forma de celebrar do que oferecer algo único?

Sim, creio que estava na altura de vos agradecer o vosso apoio de uma forma especial, por isso, resolvi lançar este passatempo para fazer chegar o meu trabalho a mais pessoas, pois para quem escreve é isso que realmente importa: chegar às pessoas através das palavras. Ao participarem habilitam-se a ganhar um exemplar d' Este Mundo e o Outro com um autografo particular, acompanhado pelo respectivo marcador!

As regras são as seguintes:

1 - Seguir o blogue;
2 - Seguir a página do blogue no Facebook;
3 - Partilhar o passatempo em modo público;
4 - Completar a frase " A Poesia é..." nos comentários do Facebook.

Podem participar apenas uma vez e serão sorteados 5 livros. O passatempo decorre até às 23h do dia 12 de Dezembro e os vencedores das frases mais originais serão seleccionados pelo Random.org.

Boa sorte!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Reflexões #25 - Parar, Respirar, Tentar de Novo





No espaço de quase dois anos, a minha vida deu uma volta de 180º graus e se num momento estava com a cabeça nas nuvens e esperançosa de que tudo corresse bem, no seguinte caí do precipício abaixo sem perceber bem o que aconteceu. Fiquei sem chão e deixei de acreditar em planos. Neste momento sinto-me desalentada, porque não posso concretizar os meus projectos de vida, não tenho meios para ser independente e não sou capaz de ultrapassar a frustração que este vazio me provoca.

Sempre lutei pelos meus objectivos e não posso considerar nunca desistir, mas é quase impossível pensar de forma positiva e acreditar que as coisas vão acontecer, quando estamos petrificados a ver os comboios das oportunidades a passar e não conseguimos apanhar nenhum.

É por isso que, às vezes, é importante parar para respirar fundo e tentar de novo noutro dia, ou seja, dar-mos espaço a nós próprios para reflectir e aprender algo novo, para nos descobrir-mos e reeducarmos o nosso pensamento. É por isso que temos de viver um dia de cada vez e dar tempo ao tempo. Talvez haja um plano ou talvez não...Quando não se pode fazer quase nada para chegar mais depressa ao destino, vive-se e deixa-se viver.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Petrus Logus - Os Inimigos da Humanidade, Augusto Cury





Esta história está cada vez mais empolgante e depois de todas peripécias e desafios que as personagens enfrentaram no primeiro volume, eis que a narrativa se intensifica e volta a trocar as voltas aos leitores! O enredo complica-se e a coragem do pequeno grupo de mentes livres cresce até ao impossível. As teorias que Cury apresenta nesta saga dão muito que pensar sobre o nosso comportamento enquanto Humanidade para com os nossos pares e para com a Natureza; todos os anos gastamos mais recursos do que devíamos e a tecnologia que usamos desenvolve-se tão depressa que se torna assustador pensar no quão perigosa pode se no futuro. Mal posso esperar para saber qual será o desfecho da estória do jovem mais corajoso de Cosmus. Será que o verdadeiro conhecimento sairá vencedor desta luta desigual? 

domingo, 14 de outubro de 2018

Petrus Logus - O Guardião do Tempo, Augusto Cury





Depois de ler Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes e Mulheres Inteligentes, Relações Saudáveis, onde o autor explora teorias muito interessantes sobre a construção e o desenvolvimento do pensamento e da emoção humana, fiquei completamente boquiaberta com esta narrativa, não só pela complexidade da estória em si, mas também pelo importante alerta que o autor faz para as prováveis consequências do aquecimento global e do desenvolvimento tecnológico. Neste livro, Cury apresenta-nos um  mundo renascido das cinzas da temida Terceira Guerra Mundial, onde a humanidade vive prisioneira do medo de repetir erros passados, ao ponto de excluir todo o conhecimento desbravado desde o início da História. Porém, este novo reino é governado pela superstição, pela obediência cega, pelo preconceito, pela corrupção e pelo egoísmo, até que há alguém com coragem para se revoltar e lutar pela justiça. Esta estória impressionou-me como há muito tempo não acontecia, tanto que já estou a ler o volume seguinte e a desejar que a continuação saia depressa! Espero que leiam, que se surpreendam e que reflictam sobre o que está errado na nossa sociedade e como podemos, em conjunto, corrigir certos comportamentos, de modo a mudar o rumo da Humanidade.

Reflexões #24 - O Princípio da Realidade e os Obstáculos da Vida





Não há duas sem três e a verdade é que este "vai que não vai" de procurar emprego começa a fartar. Sinto que estou as esgotar todas as minhas opções e ainda assim, não vejo uma luz ao fundo do túnel. Estou cansada de lutar para me manter à tona; estou farta de ver o tempo a passar e não chegar onde quero, mas sobretudo, estou farta de me sentir estagnada e não saber o que fazer para sair desta situação.

Sempre soube que seguir a minha vocação seria difícil, só não estava à espera que fosse tão angustiante. Não compreendo nem me conformo com esta injustiça, este sistema social não funciona, caso contrário, todos teriam realmente liberdade para fazer o que realmente gostam e seriam reconhecidos por isso. A única certeza que sempre tive é que quero escrever, mesmo que sejam textos mais sérios, mesmo que o meu ganha-pão tenha que ser outro ramo da escrita, basta ter uma oportunidade. Contudo, estas nascem nas árvores nem se escondem debaixo das pedras! É preciso ir à procura delas, é preciso lutar, mas quando a luta é desigual e injusta, custa a crer que se consiga alguma.

Em suma, encarar o princípio da realidade e fazer limonada com os limões da vida não é assim tão simples como parece e torna-se difícil acreditar nas nossas capacidades. Por incrível que pareça, este retrocesso favoreceu a escrita, muito embora a consciência não permita uma fluidez plena da mesma, porque preciso de um trabalho que me sustente, que me permita viver condignamente... Mas desistir? Não, isso não saberia fazer nunca, porque a escrita é uma parte essencial de quem sou e jamais poderia desistir de mim mesma.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Pedaços de Escrita #64





Hoje levei o meu tempo. Não corri, não gritei, não me preocupei. Apenas compreendi que a simplicidade é a maneira ideal de viver as pequenas grandes coisas da vida. Saber apreciar um momento tão simples como observar as folhas a cair numa tarde de Outono ou desfrutar de uma chávena de chá em boa companhia. Ler um livro numa sala acolhedora. Coisas tão simples como um sorriso perante uma memória feliz gravada numa fotografia, o calor morno do sol no rosto ou a tranquilidade de um bosque. O abraço de alguém especial, um murmúrio de carinho, o riso inocente de uma criança, o passar silencioso do tempo. Um passeio ao luar, as ondas do mar a enrolar a areia, as conversas à lareira noite dentro, os pés descalços sobre o chão de madeira.
Sim, hoje parei para pensar no que estava a perder com a correria e decidi abrandar e comandar a minha vida. Deixei de me importar com a inveja dos outros e simplifiquei a minha vida; passei a gerir o meu tempo em função da minha realização, não da dos outros, passei a ter o papel principal na minha própria história, como deveria acontecer com toda a gente. Hoje decidi ser feliz.  

sábado, 6 de outubro de 2018

Contos Tradicionais Portugueses, vários autores





Apesar de alguns detalhes menos felizes e uns quantos finais confusos, esta compilação de contos da tradição oral portuguesa é um tesouro riquíssimo da nossa língua e estou muito contente por a ter lido. A maioria destes contos não os conhecia de todo, alguns como "O Caldo de Pedra" já tinha ouvido falar e há ainda outros que me remetem à minha infância, nomeadamente "A História da Carochinha", "O Macaco do Rabo Cortado", "O Coelhinho Branco"! Uns são mais sérios e dão que pensar, outros só nos dão mesmo vontade de rir. É realmente muito bom e mostra como a nossa tradição oral providencia uma fonte de inspiração literária essencial à valorização da nossa literatura. Gostei e recomendo vivamente, porque ler é um dos melhores exercícios que há e o saber mais sobre a nossa cultura não ocupa lugar.