Após a leitura do romance A Voz da Terra, fiquei curiosa sobre este autor, cuja escrita se assemelha à de Saramago pelo facto de não usar marcas de discurso directo e parágrafos muito longos que nos obrigam a lê-los de um fôlego. Assim, descobri por acaso este romance (O Feitiço da Índia) numa das minhas passagens pela Feira do Livro de Lisboa, que me despertou a atenção não só pelo título e colorido da capa, mas também pelo enredo intrincado. A narrativa desenrola-se através de flashfowards, culminando numa tragédia família imprevista, mas que talvez até já estivesse eminente, dada a repetição da história geracional de um português que se deslumbra de amores por uma indiana e quebra as regras culturais em nome desse amor. Por outro lado, este romance também retrata a crueza de alguns dos episódios mais importantes da nossa História, dos quais temos mais ou menos consciência de que não foram totalmente pacíficos. Numa prosa bastante fluída e fácil de entender, este romance é, em suma, uma leitura muito interessante dentro do género histórico.

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