quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Reflexões #15 - Falência Social





Cada vez me desiludo mais com esta sociedade desagregada que impele cada vez mais no sentido do egocentrismo e do narcisismo; esta sociedade está a desintegrar-se sucessivamente ao insistir em manter ideais desacreditados e obsoletos, e ao valorizar apenas aquelas acções que empobrecem o carácter das pessoas ao demonstrarem uma soberba falta de escrúpulos. A sociedade que designamos por moderna é a maior falsidade em que vivemos, porque tudo nela se esfuma com a rapidez do pensamento. A política de hoje é apenas uma acumular de falsas promessas, atiradas aos crédulos somente para beneficio dos corruptos e gananciosos que vão enchendo os bolsos à custa daqueles que passam a vida a trabalhar honestamente. O povinho vai-se acomodando a esta maré viciada, como se achasse graça a este jogo do toca e foge, que na realidade não tem graça nenhuma, só o reduz mais à insignificância.

Esta sociedade só nos desgasta, falha-nos constantemente com as oportunidades que deviam ser nossas, passando-as a outros, e consome-nos a energia vital, qual sanguessuga a sugar o sangue! Se continuar assim o que será, pois, dos sonhadores, dos artistas, dos inventores, dos artesãos, dos escritores e todos os outros nobres constituintes da nossa cultura? Só sei que esta degradação me revolta profundamente e não me posso quedar inerte a assistir a isto, esta cena deprimente; tenho que  continuar a lutar para trazer de volta os valores culturais da literatura e das outras artes. É lamentável que um país de espírito e carácter histórico tão ricos se deteriore culturalmente com tamanha facilidade e este cenário contínuo dificulta a crença de que ainda se pode semear algo de bom nesta sociedade miserável que procura destruir-nos os sonhos. Cabe a cada um de nós lutar para manter o seu sonho e é o que farei, sempre, porque me recuso a desistir da verdadeira felicidade!

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