quarta-feira, 6 de julho de 2016

A Guerra dos Tronos e A Muralha de Gelo, George R. R. Martin



 


Não costumo ler fantasia épica, mas no meu reportório literário não podia faltar a saga que tanto furor tem causado: A Song of Ice and Fire; cuja adaptação televisiva adoptou o título do primeiro livro, A Guerra dos Tronos. Apesar de não ser das minhas favoritas, é muito boa e prima pelas descrições e personagens realistas, tratando-se de um must read, ou seja, mais do que ver a série, acho que deveriam ler os livros.

O estilo de escrita de Martin é em tudo diferente daquilo que estou habituada, muito do género de romance de cavalaria, mas também por isso é que me cativou. O autor apresenta uma narrativa que se desenvolve sob a perspectiva de uma personagem diferente em cada capítulo, num enredo vertiginoso e repleto de intriga, suspense, mistério e reviravoltas sombrias. Confesso que fiquei curiosa para saber o que acontece a seguir.

Neste primeiro livro (na edição portuguesa cada livro está dividido em dois volumes), o autor dá-nos a conhecer algumas das personagens principais em torno das quais se irá desenrolar a intriga. Logo à partida é possível fazer distinção entre as personagens que adoramos, as que odiamos e as que não compreendemos; estão todas tão bem caracterizadas, as boas e as más, que é impossível resistir. No entanto, a crueza de certas passagens (sobretudo nos livros posteriores), arrepia qualquer um.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Pedaços de Escrita #48






As montanhas erguem-se sobre o vale; escuras, imponentes, austeras. Surgem cobertas por uma neblina cinzenta que esconde os seus mistérios e maravilhas e coroadas de nuvens escuras e cruéis. A luz é mortiça à hora morna da tarde e o murmúrio do vento é suave ao tocar-nos na pele. Pontos de cor iluminam as encostas verdes e castanhas, misturando-se em tons de azul, lilás, amarelo, rosa e vermelho; o perfume das rosas e das flores selvagens relembrando a transição da estação. À hora quieta e silenciosa ergue-se o pronúncio da tempestade, mas ao crepúsculo é o sonho de Verão que permanece. Aquieta-se o mundo e o sol desaparece, o vento cala-se e as montanhas confundem-se com o negrume da noite. A hora do lobo encontra uma lasca de lua sobre uma floresta encerrada em bruma, que se desvanece na luz cinzenta da aurora. O chilrear dos pássaros saúda o novo dia enquanto o sol se ergue no zénite e as montanhas surgem novamente em toda a sua imponência sobre o vale silencioso.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Planeta edita Torre de Espinhos de Juliet Marillier!







Há por aí fãs de Juliet Marillier? É que, ao que parece, está para breve a edição do segundo volume da série Blackthorn&Grim em português e segundo o Diário Digital consta das propostas da editora já para este mês! Vejam o artigo completo aqui: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=828790.

Sinceramente, pensei que a espera seria mais longa, mas ainda bem que, possivelmente, está quase a aparecer; gosto muito do trabalho desta autora e ter de esperar que saia um novo livro é sempre angustiante. Estou  mesmo muito curiosa em relação a esta série, por ser tão envolvente de uma maneira muito diferente do que acontece com outras. Oxalá, a edição se concretize este mês!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Ida à Feira do Livro!





Mais um ano, mais uma passagem na Feira do Livro. À semelhança do ano passado, participei no Encontro com Bloggers, com a Carla M. Soares e com a Célia Loureiro, cujo o romance A Filha do Barão estava na minha lista desde Janeiro do ano passado e era livro do dia. Também aproveitei novamente os descontos da Hora H e, assim, adquiri as quatro primeiras leituras deste Verão. E desta vez pude publicar algumas fotos enquanto estava na feira, porque há Wi-fi! Apesar do calor que se fez sentir durante o dia, a conversa fluiu de forma muito agradável e o serão foi tão bom que compensou o cansaço, com uma pequena sensação de realização, porque a minha lista continua comprida. Mas quanto a isso, há sempre a Feira do ano que vem!

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Pedaços de Escrita #47





A cidade foi outrora dos escritores. Daqueles que faziam vida de café e manipulavam o que viam para o transformar no seu trabalho. Agora os cafés enchem-se de turistas e quase não se vêem escritores nas ruas. É isso que faz falta, porque os turistas só contribuem para a economia. Os escritores deviam poder andar por aí, a alimentar a criatividade com os ecos que observam na cidade, porque são eles quem os vê. Os escritores deviam ser livres de explorar e conhecer o mundo a seu belo prazer e não confinados a um qualquer escritório bafiento que lhes rouba todo o espírito criativo. Os escritores deviam ser reconhecidos pelo seu trabalho moroso que enriquece a cultura, porque são eles que compõem a sublime arte da Literatura. 

De todas as artes, a Literatura é a mais mutável e evolutiva, talvez, e os escritores evoluem com ela. É por isso que deviam voltar à "vida de café", a escrever em blocos de notas em bancos de jardim, e nunca deixar de alimentar a sua criatividade. Deviam ser sempre reconhecidos pela sua arte literária, seja qual for a forma em que esta se manifeste. Importa que a Literatura seja de novo vista como a mais nobre de todas as artes, porque a arte de contar histórias é inerente à sociedade humana e seria desastroso perder essa arte. É tempo de os escritores serem livres para escrever, para usufruírem da sua vida ao seu gosto e ritmo, para experienciarem e saborearem, para conhecer e para se reencontrarem. É tempo de os escritores mostrarem que estão vivos!

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O Lago dos Sonhos, Juliet Marillier





Juliet Marillier nunca deixa de me surpreender a cada narrativa. A série de Sevenwaters e a trilogia Shadowfell arrebataram-me de uma forma que não sei explicar e, agora, Blackthorn & Grim tira-me novamente o fôlego. Correndo o risco de me tornar repetitiva, devo dizer que a capacidade de variedade que a autora demonstra ao construir histórias tão diferentes umas das outras é extraordinária, todas repletas de mistério e intriga e personagens fortes e carismáticas. Blackthorn é uma mulher adulta que se tornou amarga perante as circunstâncias da vida e Grim um homem forte, mas perdido; é na companhia um do outro que empreendem a viagem até à misteriosa Floresta dos Sonhos, em Dalriada. Uma narrativa forte, que se desenrola fluidamente em torno de um tema sério: os abusos e maus tratos dos quais muitas mulheres sofrem em silêncio; ainda assim, uma leitura empolgante e impossível de pousar antes de chegar ao fim.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Livre Para Amar, J. A. Redmerski





Redmerski apresenta-nos mais uma narrativa arrebatadora, que nos fala de escolhas e liberdade, mas sobretudo sobre ultrapassar o passado e conquistar a felicidade. O enredo talvez seja mais simples, mas as personagens são sempre muito vivídas, muito reais; mais do que isso, porque uma relação que à partida parece não ter futuro nenhum, é mais verdadeira do que qualquer outra coisa. O facto de se passar num cenário idílico desperta uma certa vontade de largar a realidade e seguir um rumo mais livre e verdadeiro. Em suma, aquilo que queremos é possível de conseguir, basta ter a coragem de seguir o instinto do nosso coração. Não sei porquê, mas acredito que este é o género de amor que faz sentido; pena nem sempre como imaginamos, porque seriamos muito mais felizes. 


sexta-feira, 8 de abril de 2016

O Regresso dos Lobos, Sarah Hall





E ao meu abrangente reportório literário juntou-se mais uma obra recente e, por mero acaso, de uma autora com um certo renome. Estou ainda a tentar recuperar do transe em que mergulhei com este livro. A escrita directa e algo elaborada de Sarah Hall é excelente e a narrativa prende o leitor do início ao fim, decorrendo num ritmo rápido, mas reflexivo, que aborda tanto as fronteiras entre o selvagem o civilizado, o certo e o errado, o agora e o amanhã, como a miríade que de escolhas que compõem a nossa condição humana, seja qual for o momento em que nos encontramos. Para além disso, apresenta personagens carismáticas, enigmáticas e realistas, que compõem um enredo elaborado e intrigante. Uma leitura marcante para quem se debate com as questões inevitáveis da vida e contempla o equilíbrio utópico da relação entre o lobo e o Homem.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Pedaços de Escrita #46





O ar cheira a Primavera; é morno e cálido, a luz do sol aquece verdadeiramente depois de tantos dias de tempo incerto. A brisa murmura por entre o restolhar das copas das árvores, onde os pássaros chilreiam incessantemente, cruzando conversas entre si. A tarde está impregnada de uma calma languida que promete liberdade, os campos reluzem, prenhes de luz e cor. O céu tornou-se mais azul, mais vivido e deslumbrante. Os dias mais longos trazem realização aos sonhadores e as artes, recolhidas durante o Inverno em severa hibernação, florescem em espontaneidade e fulgor, pespegando inspiração e alegria por onde passam. O calor morno e primaveril enche a floresta de vida e de júbilo, revelando todo o seu esplendor num simples toque. A luz, os sons, as cores e os cheiros ecoam plenamente pelas florestas, pelos vales e pelas montanhas. A Natureza renascida em toda a sua pujança e força, sob a luminosidade cálida de uma tarde de Primavera.

terça-feira, 5 de abril de 2016

86ª Feira do Livro de Lisboa!





Estamos mais uma vez em contagem decrescente para a Feira do Livro de Lisboa, que este ano conta a sua 86ª edição, e se realizará entre 26 de Maio e 13 de Junho, no Parque Eduardo VII. Se o ano passado a feira prometia, este ano ainda mais. Verdade seja dita que a cada ano a expectativa aumenta e a feira não desilude. É um grande marco cultural importante que promove a leitura para todas as idades e gostos. Para além disso, é uma excelente oportunidade de passar bons momentos em família, conviver e fazer algumas novas aquisições. Da minha parte, espero ansiosamente poder aproveitar ao máximo o espaço da feira. Quem sabe se não acontece algo inesperado?